17/01/20

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A família de professores Jaeger

CRÔNICAS DO PASSADO ALEMÃO

10/03/2014

 

Assinatura de Jaeger

 

Assinatura do imigrante Jaeger

 

Entre as famílias teuto-gaúchas, retratadas nos escritos de um dos primeiros escritores da imigração alemã no Brasil, o Pe. Theodor Amstad, figura a família Jaeger. Isso porque o patriarca imigrante Franz Adolph Jaeger (que se estabeleceu no Rio Grande do Sul em 1851) foi professor nas colônias e todos os seus filhos foram professores do Estado.

 

Natural de Meissen, na Saxônia, Franz Adolph Jaeger nasceu em 1826, era filho de Karl Christian Friedrich Jaeger e Augusta Aurora Wilhelmine Süssmilch. Seu pai era funcionário público e lhe possibilitou bons estudos. Nos anos de juventude, Jaeger entrou para o exército e lutou na Saxônia e em Schleswig, no norte da Alemanha. Quando esteve em Hamburgo, cidade portuária do norte, terra que costumava visitar, se alistou como militar com os Brummer, 1.800 soldados mercenários que iriam para o Brasil lutar em um conflito brasileiro contra a Argentina.

 

Ao chegar ao Brasil, Jaeger deixou o exército e se dedicou ao ensino. Casou com Katharina Elisabeth Schuck e com ela teve seis filhos. O jovem casal morou no município de Feliz nos anos iniciais, onde Jaeger fundou umas das primeiras escolas da localidade. Ao retornarem para Porto Alegre, três anos depois, Adolph fez o possível para proporcionar bons estudos aos filhos.

 

Os seis filhos estudaram no Instituto de Educação de Porto Alegre, sendo que cinco foram professores públicos. Apenas a mais nova se tornou freira, madre Clementina, das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Maria Jaeger foi a primeira professora de Bom Princípio, João Batista foi o primeiro professor de português de Novo Hamburgo, Jorge lecionou em São Leopoldo, Henrique em Ivoti e Jacob em Morro Reuter, Nova Petrópolis, São Vendelino e São Leopoldo.

 

Com idade avançada, Jaeger se mudou com a esposa para Bom Princípio, onde a filha Maria mantinha uma escola para meninas. Ali, no ano de 1900, com 74 anos, Jaeger escreveu suas vivências contando suas memórias da Alemanha, sua terra natal, e do Brasil, o lugar que escolhera para viver. Faleceu dois anos depois, a 18 de abril de 1902, e foi enterrado em Bom Princípio.

 

              Lembrança do falecimento de Jaeger Filho de Jaeger

 

Lembrança de falecimento de Jaeger; à direita, seu filho João Batista, primeiro professor de português de Novo Hamburgo

 

 

Família de Jaeger

 

A família de professores Jaeger em 1922. Da esquerda para direita: João Batista, Jacob, Henrique e Jorge; sentadas, Maria e madre Clementina

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