22/01/20

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Atitudes falam mais que palavras

15/10/2014

Quando o assunto é a educação dos filhos, uma afirmação é verdadeira: os pais querem acertar. Nesse intento, cada um vai imprimindo na criança um pouco do seu jeito, costumes, cultura, informações, valores e comportamento. Já é de conhecimento de todos que o melhor estilo para educar um filho é o autoritativo (impondo limites à criança, mas com afeto e autoridade). Mas muitos pais não conseguem seguir esse estilo e acabam agindo com indulgência (sem impor limites, mas oferecendo somente afeto sem autoridade) ou com autoritarismo (com rigidez e excesso de limites, sem a presença de afeto). Assim, observamos que todos podem cometer erros e acertos, algo natural em se tratando de uma tarefa tão complexa, pois o filho não vem com manual de instruções.

 

Geralmente, existe preocupação em transmitir informações à criança, mostrando a ela o que é certo ou errado. Mas, além do diálogo e paciência, das repetições e insistências para educar esse ser em desenvolvimento, é importante também refletirmos sobre o exemplo que transmitimos ao filho, com as próprias atitudes no dia a dia. A criança é muito observadora e aprende muito mais pelo exemplo do que pelas palavras. A forma como os pais agem socialmente vai ser uma influência de como o filho também vai tender a agir no presente e no futuro. Dessa forma, por exemplo, pais que agridem fisicamente seu filho podem esperar que ele possa aprender que deve resolver os problemas agredindo as pessoas, inclusive os colegas na escola. Pais que gritam e perdem facilmente a paciência podem se deparar com seu filho levantando o tom de voz ou agindo de forma irritada em algum momento. Se os pais “furam uma fila” ou burlam alguma regra podem transmitir à criança o exemplo de que ela também pode levar vantagem não cumprindo regras.

 

Em relação à atenção que os pais dão ao seu filho, podemos considerar que, embora seja saudável expressar verbalmente o seu amor, as grandes demonstrações de afeto também vão estar nas atitudes. Um pai que chega em casa e vai direto utilizar o computador, tablet, ler jornal, assistir novela, sair com os amigos pode acabar transmitindo à criança que tudo isso pode ser mais importante para ele do que o carinho que ele possa ter por ela. Os pais podem ter esses momentos individuais, mas sempre devem reservar tempo para atenção ao filho. Pequenos gestos como conversar, dar carinho, brincar com a criança, perguntar como foi o dia dela na escola, valorizar suas aprendizagens, ter momentos de lazer juntos podem fazer a diferença na sua autoestima.

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