22/01/20

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As três peneiras

25/03/2015

Vale a pena lembrarmos da parábola das três peneiras, a qual conta sobre um homem que adorava fofocar e foi visitar um sábio, lhe perguntando se este queria saber o que as pessoas estavam falando sobre ele. O sábio lhe ofereceu três peneiras, que deveriam filtrar as palavras que saíssem da sua boca: a peneira da verdade, para separar verdades e boatos, a peneira da bondade, para ver se o que falaria iria fazer o bem ao próximo, e a peneira da utilidade, para ver se aquele assunto poderia ajudar alguém.

 

Quando alguém conta-nos sobre algo, nossa tendência é sempre acreditar naquela informação, tomando-a como verdade absoluta. Porém, não levamos em consideração que aquilo pode se tratar apenas de um boato, uma especulação. A pessoa que fala mal de outra pode estar distorcendo uma informação, confundindo e, dependendo do caso, até fantasiando ou delirando, de acordo com seu estado mental. Pode ainda estar inventando algo e desta forma achando uma forma de se vingar da vítima. As informações costumam chegar distorcidas até nós, já que cada pessoa interpreta um fato de uma maneira diferente e vai passando adiante a sua versão da história ou estória e, no final tudo, pode estar diferente, pois “quem conta um conto, aumenta um ponto”.

 

Muitas pessoas utilizam a fofoca na tentativa de ampliarem suas amizades e vínculos sociais, porém não percebem que estão afastando as pessoas, pois aquela pessoa que ouve o boato, sabe que pode ser a próxima vítima e acaba se afastando da fofoqueira. Na verdade, esta é vista de maneira mais negativa pela sociedade podendo ser considerada alguém maldosa e inconfiável, do que a própria vítima com seu suposto ato inaceitável. As fofocas podem causar problemas, conflitos, brigas, e processos judiciais, mas o maior dano está na autoestima da vítima, podendo levá-la a desenvolver problemas de saúde, como depressão, ansiedade, estresse, fobia social, entre outros.

 

Diante de tudo, cabe ainda perguntarmos qual seria o problema se o fato contado de boca em boca fosse mesmo verdadeiro. Desde que o ato daquela pessoa não tivesse prejudicado outras, não deveria merecer reprovações, boatos e falatórios baseados em convenções sociais, regras e preconceitos criados pela sociedade. Não devemos julgar ninguém por seus atos, pois apenas cada um individualmente sabe as razões que podem ter levado a fazer o que pode estar em julgamento por outras pessoas. Como sabemos que “o inferno são os outros”, o mundo ficaria bem melhor se todos fizessem uso das três peneiras.

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