17/02/19

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Feliz | História do Município

 

Feliz preserva as características interioranas e mantém a tradição dos alemães, que colonizaram a cidade. Ainda hoje, a população mantém viva suas raízes culturais, imprimindo no seu dia-a-dia os traços germânicos dos imigrantes. Esse legado pode ser percebido nas fachadas das construções, em jardins de muitas residências e também em diálogos realizados no dialeto alemão. A valorização da cultura, da educação e o zelo pelo trabalho são algumas das características marcantes do povo felizense.

As festas também fazem parte do dia-a-dia da população, seja por motivos religiosos, como os tradicionais Kerbs da cultura germânica, ou para relembrar a tradição dos antepassados, como o Festival do Chopp. Para celebrar a produção agrícola, acontece a Festa Nacional das Amoras, Morangos e Chantilly (Fenamor). O município de Feliz é o maior produtor de morangos do Estado e um dos pioneiros no cultivo de amora-preta. Além dessas duas culturas, também tem significativa importância a produção de figo e goiaba.

Em 22 de dezembro de 1888, a então Picada Feliz foi elevada à condição de vila, passando então a chamar-se Vila Feliz. Em 17 de fevereiro de 1959, através da Lei Estadual nº 3.726/1959, foi decretada a emancipação política do município, que passou a chamar-se Feliz. Em 31 de maio do mesmo ano, foi realizada a instalação do município. Em 1º de junho, assumiu o primeiro prefeito de Feliz, Kurt Walter Graebin, que teve como vice-prefeito Adalberto Weissheimer. Em 25 de julho daquele ano, foi aprovada a Lei Orgânica do município de Feliz. A emancipação foi associada às reivindicações dos munícipes, realizada através de um plebiscito. Antes da emancipação, o município pertencia a São Sebastião do Caí.

Há mais de uma versão para explicar a origem do nome do município de Feliz. No entanto, a mais aceita está relacionada a um acontecimento histórico, como consta no Kozeritz Kalender, de 1962: “Em 1850, uma comitiva sob o comando do engenheiro Afonso Mabilde foi incumbida de abrir um caminho através da mata dos pinhais e o Campo dos Bugres (Caxias do Sul) aos campos de criação de gado de Vacaria. Este grupo atravessou com uma canoa o rio das Antas, usando uma embarcação como elo de ligação com os já ocupados campos de Vacaria, donde obtinham os mantimentos necessários. Uma enchente, no entanto, teria arrastado a canoa e o grupo de homens se viu obrigado a retornar ao sul. Depois de ficarem muitos dias errantes pelo mato, sofrendo toda sorte de privações e perigos, finalmente teriam encontrado a casa de um colono e saudado este encontro com a exclamação: Oh Feliz! Em lembrança deste fato, a nova picada recebeu o nome de Feliz".

Em 1998, Feliz destacou-se como a primeira colocada no ranking dos municípios brasileiros com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Naquele ano, o município ficou conhecido nacionalmente como a “Cidade de melhor qualidade de vida do Brasil”. Foi a primeira vez que o Brasil integrou o grupo dos países com alto IDH, ocupando o 62º lugar no ranking mundial. Ainda hoje, Feliz mantém a qualidade de vida de sua gente e registra altos índices de educação, saúde e desenvolvimento. Em 2006, Feliz recebeu o título de “Município alfabetizado”, por ter um índice mínimo de analfabetismo.

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