20/01/20

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Fernando Henrique Pohl: arte e realização sobre rodas

Proprietário da Cia de Patinação Artística Gyru’s, patinador fala do esporte e da sua vida profissional

13/08/2013
Patinador Fernando Pohl: paixão pelos patins (Foto: Arquivo pessoal)

Patinador Fernando Pohl: paixão pelos patins (Foto: Arquivo pessoal)

Fernando Henrique Pohl é um apaixonado pela patinação artística. Natural de Lajeado, filho de Dirce Ivete Pohl, ele patina desde criança. Iniciou sua carreira de professor em 2006, em Venâncio Aires. Em 2007, conheceu São Sebastião do Caí e gostou da cidade, a ponto de, no seguinte, 2008, se mudar para essa cidade e ali fundar sua companhia de patinação, a Cia de Patinação Artística Gyru’s , que atualmente abrange vários municípios da região.

 

Estudante de Educação Física (Feevale) e Gestão Pública (Ulbra), Fernando é árbitro de patinação, além de diretor, professor, técnico e coreógrafo da sua companhia. Recentemente, participou de treinamento de patinação na cidade italiana de Perugia, com o objetivo de se aprimorar sua técnica na patinação artística.

 

O Portal Vale do Caí entrevistou Fernando, cuja companhia estará promovendo, no próximo sábado, 17 de agosto, a 2ª Copa Vale do Caí de Patinação Artística. O evento acontece no Ginásio de Esportes A, do Parque Centenário de São Sebastião do Caí. Acompanhe:

 

 

Portal Vale do Caí: Defina a patinação artística.

 

Fernando Pohl: A patinação artística é uma modalidade esportiva, onde coordenação motora, postura, equilíbrio, lateralidade e a capacidade de concentração são fortemente estimulados, juntamente com a graça e a arte de patinar.

 

 

Portal Vale do Caí: Fale um pouco do seu surgimento e evolução ao longo da história.

 

Fernando Pohl: A patinação nasceu por volta de 3000 a.C., comprovado através de resíduos de patins de ossos encontrados na Suécia, de acordo com o historiador Stefan Lovgren (2008).

 

Acredita-se que a criação dos patins teve como finalidade atravessar lagos congelados com maior velocidade. De acordo com Federico Formenti (2006), o desenvolvimento de estudos sobre a evolução da locomoção sobre o gelo encontra resíduos de um patins feito de ossos a 1800 a.C.

 

Os holandeses foram os primeiros a colocar lâminas de metal como base para seus patins, por volta do século XIV, de acordo com Mary Bellis (2008), escritora sobre invenções.

 

Os patins de rodas foram reconhecidos pela invenção de Joseph Merlin (1760), Bélgica. A primeira patente de patins de rodas, “four-wheeled”, que eram duas a duas paralelamente (tradicional), foi em janeiro de 1863, feita por James Leonard Plimpton, que foi também o fundador da primeira associação de patinagem de rodas de Nova Iorque (NYRSA).

 

A patente dos patins in-line foi criada na França, em 1819, por Monsieur Petitbled, com rodas em linha que podiam ser de metal, madeira ou marfim.

 

O Robert Henley, sobrinho do Micajah C. Henley, que foi um dos grandes homens da patinação, iniciou a colocação dos rolamentos nos patins por volta de 1890, a partir do pensamento dos rolamentos de bicicletas.

 

 

Portal Vale do Caí: Como aconteceu sua opção pela patinação artística?

 

Fernando Pohl: O encanto teve seu início quando eu tinha aproximadamente cinco anos de idade, quando fui assistir a um show de final de ano de uma equipe da cidade que estava acontecendo próximo a minha casa. Desde então, sempre falei que queria patinar. No Natal do mesmo ano, ganhei meu primeiro par de patins do meu avô. No ano seguinte, já com seis anos de idade, iniciei em uma escola de patinação na cidade de Lajeado e nunca mais larguei os patins.

 

Já se passaram anos, mais ou menos sete pares de patins e continuo amando a cada dia mais esse esporte. Iniciei minha carreira como professor em 2006/2007, em Venâncio Aires. No ano seguinte, 2008, já em São Sebastião do Caí, fundei minha companhia de patinação, a Gyru’s, na qual atuo orgulhosamente até hoje.

 

 

Portal Vale do Caí: Dedica-se exclusivamente a essa atividade?

 

Fernando Pohl: Sim, quase sempre de segunda a segunda.

 

 

Portal Vale do Caí: Qua/is a/s modalidade/s em que atua e quais ensina?

 

Fernando Pohl: Sempre atuei nos grupos de show e na modalidade livre individual (saltos e corrupios). Ensino saltos, corrupios, a modalidade free dance e treinamento de grupos de show para apresentações na região.

 

 

Portal Vale do Caí: Sente-se realizado como patinador artístico?

 

Fernando Pohl: MUITO!

 

 

Portal Vale do Caí: Quais são as suas maiores conquistas na patinação?

 

Fernando Pohl: Se fosse descrever todas, ficaria dias escrevendo. Mas existem momentos que não esqueço, como as conquistas nos campeonatos gaúchos de 2008, 2009 e 2010, o sulamericano de 2008 e o campeonato brasileiro de 2010.

 

 

Portal Vale do Caí: Como se deu a sua vinda ao Vale do Caí?

 

Fernando Pohl: Foi no final de 2007, por intermédio de amigos que levo comigo até hoje. Vim a passeio, gostei de São Sebastião do Caí e, já no início de 2008, me mudei para cá, quando resolvi fundar minha companhia.

 

 

Portal Vale do Caí: Em que cidades atualmente desenvolve o seu trabalho?

 

Fernando Pohl: Vale Real, São Sebastião do Caí, Bom Princípio, Tupandi, Harmonia e Montenegro.

 

 

Portal Vale do Caí: Com que objetivos viajou recentemente para Perugia, na Itália?

 

Fernando Pohl: Treinar na Itália, onde se concentram os melhores patinadores do mundo, sempre foi meu sonho e posso dizer hoje que ele foi realizado. Fui com o objetivo de aprimorar tudo que vim aprendendo ao longo dos anos com meus três técnicos com quem já treinei. Treinar lá foi e é um sonho possível. Aprendi muito a ter ainda mais disciplina em pista, concentração e aperfeiçoar cada movimento com a técnica Italiana, reconhecida com a melhor seleção do mundo na patinação artística.

 

 

Portal Vale do Caí: O que traz de lá em termos de conhecimentos para a sua área?

 

Fernando Pohl: Quer o querer pode mover montanhas, dentro e até mesmo fora de pista!

 

 

Portal Vale do Caí: O que você aconselha a quem quer ser patinador artístico?

 

Fernando Pohl: Confiança e ousadia sempre!

 

 

Portal Vale do Caí: Outras considerações que queira fazer.

 

Fernando Pohl: Lembro como se fosse hoje... “Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada, ninguém podia entrar nela, não porque na casa não tinha chão, ninguém podia dormir na rede, porque na casa não tinha parede...” Assim nasceu a Cia de Patinação Artística Gyru’s, iniciando com apenas três crianças, que ajudaram a começar escrever os cinco anos de história... Todas estão guardadas dentro do lado esquerdo do peito!

 

Gerações e gerações, passagens rápidas, outras permanentes e assim vem sendo construída a história da família Gyru’s, para alguns um lugar de se divertir, para outros um lugar para se superar e para muitos uma extensão da sua alegria de viver. E é no sentido da vida que começamos a perceber essa importância.

 

Nesses cinco anos, muito mais de 170 pessoas já passaram por uma das sedes da Gyru’s, deixando uma gotinha de suor e levando um pouquinho da arte que nos move sobre rodas. Missão cumprida? Imagina, é só o começo de tudo!!!

 

 

Edição: Mery Regina Griebler

Fotos: Arquivo pessoal

 

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