20/01/20

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Simone Braz Schuster: talento da região conhecido nacionalmente

Artista harmoniense ficou conhecida no Brasil ao participar do programa Ídolos

15/03/2013
Simone Braz Schuster: de Harmonia para o Brasil (Foto: Luciano Amoreti)

Simone Braz Schuster: de Harmonia para o Brasil (Foto: Luciano Amoreti)

Cantora, compositora e intérprete, Simone Braz Schuster ficou famosa nacionalmente ao participar do programa Ídolos, da Rede Record. Nascida em 30 de março de 1984, em Harmonia, onde reside, Simone é a filha mais velha do casal Inácio Laerte e Rosa Teresinha Schuster, que tem mais três filhos: Jonas, Julio Cézar e Gerson Luis Schuster. O Portal Vale do Caí entrevistou a harmoniense famosa. Confira!

 

 

Portal Vale do Caí: Quem é Simone Schuster (pessoa e artista)?

 

Simone: Simone Schuster é uma pessoa frágil e temperamental. Cheia de dúvidas e receios, um ser humano normal, com virtudes e fraquezas. Ama animais, é fascinada pela natureza: cachoeiras, rios e mato. Busca incessantemente a resposta da própria existência, já tendo praticado e estudado o catolicismo, espiritismo, budismo e, ainda assim, acreditar que não há na religião explicações para as diferentes formas e escolhas de vida.

 

Tendo conhecido diversos países e culturas diferentes, o desapego ao conceito de certo e errado faz parte do seu comportamento. Diferentes culturas produzem diferentes regras de comportamento. Sendo assim, o julgamento do comportamento alheio é para ela um desgaste desnecessário. A energia do preconceito deve ser canalizada para a produção. Se não tens nada construtivo a dizer, então não diga nada!

 

Já Simone Braz é a artista que não hesita ao criar e ao subir no palco. Simone Braz é a transformação de um ser tangível e destrutível, como todo ser, em algo que não pode ser afetado, pelo menos, não naquele momento artístico e sublime. No palco, Simone Braz é pessoa que não tem dúvidas do seu potencial. É confiante e segura. É protegida pela energia da arte. Os figurinos e o projeto artístico elaborados para as apresentações são compostos de elementos visuais fortes, baseados não somente no belo, mas principalmente no conceitual, no que aquele momento representa na vida pessoal de Simone e também o que o contexto tempo e espaço tem a ver com tal proposta.

 

A artista e pessoa Simone tem em comum o amor pela música. Entre as influências e preferências musicais, estão divas do jazz, como a Ella Fitzgerald, a Etta James e a Billie Holliday. Amo blues, Janis Joplin e a Nina Simone. Admiro imensamente a Amy Winehouse, a Cindy Lauper, a Madonna, a Lady Gaga, a Rita Lee, a Cassia Eller, o Ney Matograsso e o Fredie Mercury.

 

 

Portal Vale do Caí: O que representa a música na sua vida?

 

Simone: Minha mãe sempre brinca comigo, afirmando que comecei a falar cantando! A princípio, acreditava que era “exagero de mãe”, no entanto, de alguma maneira, pode até ser um pouco de verdade, porque a memória mais intensa que tenho da minha infância é dela tocando violão e cantando comigo.

 

Comecei a cantar, aos meus 5 anos de idade, músicas do repertório gaúcho de um grupo de canto coral. Mais tarde e durante algum tempo, cantei na igreja e em eventos do município. Ingressei na universidade e a minha vontade de fazer carreira na música aumentou quando gravei as primeiras versões de algumas obras e compus minhas primeiras músicas. Eu pratico canto desde a infância, mas certamente há 20 anos a música ganhou uma importância significativa na minha vida.

 

Afirmar que sou cantora é complexo, porque todas as artes foram somando-se a minha formação de maneira que as artes visuais, as artes cênicas, a dança são complementares de toda a minha formação musical. Desde as minhas pinturas faciais às roupas que seleciono ou que eu mesmo confecciono, tem um toque das artes visuais, com influência das cênicas, para melhorar a possibilidade da expressão musical das performances que crio. Diria, então, que me considero uma artista e que meu foco é a música, especificamente o canto!

 

 

Portal Vale do Caí: Você integra dois grupos musicais, certo? Fale sobre eles: como surgiram, nomes, estilo musical, etc.

 

Simone: Atualmente sigo carreira solo e estou trabalhando com foco em Simone Braz e não mais como integrante de banda. Esse sempre foi meu objetivo, mas, sem dúvida, as bandas das quais fiz parte me ajudaram a adquirir experiência e vivências muito importantes para minha carreira. No momento, duas de minhas canções estão sendo produzidas. Em breve, estarei entrando em estúdio para nova gravação de A Revanche e Play of Love.

 

 

Portal Vale do Caí: Como surgiu a ideia de participar do programa Ídolos?

 

Simone: Participar de reality shows nunca foi uma das minhas pretensões para me lançar na mídia. Achava que era um método fogo de palha que não resultava em nada. E, de fato, pode ser se você não seguir trabalhando ou achar que cinco minutos de fama vão te abrir as portas do céu. A ideia de participar do programa nem foi minha, partiu na verdade de amigos, fãs e assessores de imprensa, que me instigaram a fazer minha inscrição.

 

Foi assim que, sem grandes pretensões, o programa Ídolos surgiu na minha vida e gerou uma repercussão nacional muito maior do que eu esperava. Hoje o reconhecimento das pessoas nas ruas e nos palcos, as fotos e autógrafos se tornaram algo que faz parte da minha rotina, o que é algo fantástico para quem busca o reconhecimento, fama e sucesso no que faz.

 

 

Portal Vale do Caí: Como funciona o regulamento do programa (inscrição, eliminatórias, etapas,...)?

 

Simone: A inscrição pode ser feita pela internet ou no dia das audições. Há três etapas eliminatórias antes de o candidato passar pelos jurados Fafá de Belém, Supla e Marco Camargo. Após a aprovação dos jurados, o candidato passa para a fase em São Paulo. Quem se classifica volta para São Paulo em um mês e, sendo classificado nas várias etapas seguintes, segue para a Mansão, onde ficam somente 10 dos 1.000 mil candidatos. Eu fiquei até o Top 15, portanto não conheci a tal Mansão, mas, segundo meus colegas e amigos, é um luxo só! A cada ano as regras e eliminatórias mudam, então não há como prever se será assim no próximo programa.

 

 

Portal Vale do Caí: Quantas músicas você apresentou e em qual etapa foi eliminada?

 

Simone: Ao total, apresentei 10 músicas: Mercedes Benz (Janis Joplin), Como nossos pais (Elis Regina composição de Belchior), I want to break free (Queem), Um dia perfeito (Cachorro Grande), Spechless (LadyGaga), Eu preciso dizer que te amo (Cazuza), Cowboy fora da lei ( Raul Seixas) e, por fim, Blues da piedade, também do amado Cazuza.

 

 

Portal Vale do Caí: Qual música você mais gostou de apresentar?

 

Simone: Blues da piedade, sem dúvida. Em primeiro lugar, por sem um blues de uma levada lenta e sensual que fez conexão com o figurino estilo (Cancan Cabaret), construído pelo renomado artista visual e produtor Fabrízio Rodrigues. Para mim, foi perfeito. Só faria melhor se fizesse outra vez. Gosto muito dessa letra e o arranjo da música ficou perfeito. A banda do programa é magnífica e executou a música com perfeição.

 

 

Portal Vale do Caí: Em algum momento, você se arrependeu de ter se inscrito?

 

Simone: Não, em nenhum momento me arrependi por ter me inscrito. O programa só me trouxe resultados positivos. Eu poderia lamentar pelas críticas negativas, mas isso seria mesquinho. Ainda quem não gosta de rock ou do meu estilo ousado, me assistiu e deixou seu comentário. E isso é brilhante.

 

É muito bom agradar, mas não me importo de tirar algumas pessoas de sua zona de conforto. Minha opção de arte é justamente essa: o questionamento do óbvio, do belo, do bom, não em forma de crítica ao comportamento alheio, mas colocando a mim mesma como ponto de crítica e fazer movimentar dentro das pessoas seus próprios questionamentos.

 

 

Portal Vale do Caí: Achou justo o resultado da edição da qual participou, a 2012?

 

Simone: Justo e injusto também fazem parte de conceitos de bom e ruim. Partindo desse princípio, como posso eu julgar esse resultado? A cultura de cada povo define suas escolhas. O que penso é eu deveria ter permanecido na competição até o fim, onde Everton e eu disputaríamos a final e ele venceria.

 

Everton tocou o coração da maior parte dos brasileiros que tem samba na veia, que tem origem no samba. Sensibilizou com sua simplicidade e teve 100% de aprovação nacional. Foi justa sua vitória, o povo o colocou lá. Como o Brasil é país do samba e não do rock’nroll, era óbvio que eu não venceria o programa. Se estivesse na Europa ou nos Estados Unidos, isso poderia ser diferente.

 

Não quero dizer com isso que o país não tem roqueiros. Longe disso. O rock do Brasil é rico e fiz questão de manifestar isso. A torcida veio inclusive daqueles que não são adeptos do estilo, mas se identificaram com a presença de palco e interpretação das canções. Estou muito feliz com os resultados atingidos. A vitória do Everton também foi minha, pois, mesmo cantando diferentes estilos, somos amigos e parceiros na música, além do samba também correr na minha veia, afinal, sou brasileira.

 

 

Portal Vale do Caí: Fale um pouco sobre sua experiência no programa.

 

Simone: A experiência no programa foi maravilhosa. Me ensinou muito sobre o que é sucesso, fama e ilusão. Ter câmeras a sua volta e esperar dez, doze horas para gravar me ensinou que ter fama não é tão fácil quanto parece. Ter os bastidores dentro da minha casa foi bárbaro. A equipe da Record almoçou na minha casa e eu mesma cozinhei para eles. Brincamos muito e fomos muito felizes durante esse período de convivência. Além de colegas de trabalho, fiz muitos amigos e conheci pessoas com quem posso contar, de assessoria de imprensa à companhia de domingo à tarde. Além da equipe técnica, conviver com diferentes talentos e culturas do Brasil inteiro não tem preço. Tudo valeu a pena!

 

 

Portal Vale do Caí: O que mudou com a participação no Ídolos?

 

Simone: Minha participação no Ídolos mudou minha percepção do que é ser artista para mim, com o que eu pretendo, e o que é ser artista para os outros. Percebo que não é fácil ser conceitual; ser popular é bem mais prático. Mas minha teimosia ariana ainda irá insistir em ser conceitual, porém com alguns artifícios mais inteligentes. Mensagens subliminares são sementes que brotam sem tanto esforço. Vou tentar esse caminho. Vamos ver agora onde vai dar!

 

 

Portal Vale do Caí: Você recomenda a outros a participação no programa?

 

Simone: Recomendo. Participar de um reality como esse só agrega conhecimento e, de praxe, ainda pode te dar fama e, talvez, até dinheiro. Não há nada a perder, só a ganhar, mas é preciso estar disposto a receber críticas de todos os tipos. Por exemplo: “Se quer chamar atenção, porque não pendura uma melancia no pescoço e sai pulando por aí?”. Saca? Tem que ter senso de humor para sair de boa e dizer: “Cara, melancia pesa demais, não poderia ser um cacho de uva?”. Tudo isso faz parte de ser pessoa pública, de se expor e ter coragem de ouvir o que outros têm a dizer, sem se abalar com isso ou se achar menos.

 

Você o que é. Eu sempre fui a mesma, mas tem pessoas que me conhecem a vida inteira e me veem agora de outra forma, com admiração e respeito, sendo que sempre fui a mesma, cantora, artista, performista de cabelos coloridos e roupas extravagantes. A única diferença é que apareci na TV e, por isso, pensam agora diferente de antes. Para mim, foi só resultado do que sempre fiz. Acredite em você e não se intimide. O caminho do sucesso é esse.

 

 

AGENDA DE MARÇO:

DIA 02 (23 horas): Show com Everton Maciel, vencedor do Ídolos 2012, no Cordel Rock Café, em Montenegro;

DIA 08 (9 horas): Evento Essas Mulheres, no CAFF – Centro Administrativo, em Porto Alegre;

DIA 12 (17 horas): Sarau Feminista, na Estação da Cultura, em Montenegro;

DIA 14 (22 horas): Show no Bar do Gago, em Novo Hamburgo;

DIA 28 (22 horas): Show no evento Mulheragem, na Casa de Teatro, em Porto Alegre.

* No mês de abril, haverá shows em Brasília e Bahia.

 

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