20/01/20

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Hospitais de pequeno porte podem fechar

Governo anunciou que leitos do SUS podem ser transferidos para hospitais maiores

10/06/2015  |  Região  |  Região
Administrador do Hospital São Salvador manifestou preocupação (Foto: Cleo Meurer)

Administrador do Hospital São Salvador manifestou preocupação (Foto: Cleo Meurer)

No Hospital São Salvador, em Salvador do Sul, 74% dos atendimentos são pelo SUS e alguns repasses estão atrasados. “No ano passado, entre outubro e novembro, não vieram 30 mil, além do incentivo de cem mil reais”, lamenta o administrador Cladenir Griebler. Além do risco de reduzir os serviços, Cladenir tem outra preocupação: o anúncio desta semana do Governo do Estado de que para cortar mais custos pode transferir leitos de baixa complexidade para os de média e alta complexidade. Com isso, hospitais de pequeno porte, com menos de trinta leitos, poderão ser diretamente afetados. E gradativamente, hospitais com até 50 leitos.

 

A proposta do Governo é de que cerca de 3 mil leitos oferecidos pelo SUS nos pequenos hospitais sejam fechados e transformados em emergências 24 horas ou ambulatórios. Mas não foi informado quais os hospitais que seriam atingidos pela medida. A preocupação é que, com isso, além de reduzir a receita dos hospitais pequenos, vai congestionar os maiores, principalmente dos grandes centros, que já estão superlotados.  Além dos custos e transtornos com o transporte por ambulâncias, deixará os pacientes internados mais distantes de seus familiares. Por outro lado, pode proporcionar a ampliação do atendimento de emergências e ambulatórios nos hospitais. Mas também pode significar o fechamento gradativo de pequenos hospitais.

 

Nos hospitais Schlatter, de Feliz, e São Pedro Canísio, de Bom Princípio, os repasses estão em dia. Nesses hospitais, os repasses são feitos pelas Prefeituras, que recebem do Estado e da União através da Gestão Plena. Com isso, em caso de atrasos, os municípios é que acabam arcando para não prejudicar a população. Nos dois hospitais, não ocorrem cirurgias de maior complexidade, mas a maior parte (75 a 80%) também são de atendimentos gratuitos pelo SUS. Assim como os hospitais de Brochier e Barão, também existe a preocupação quanto ao anúncio do Governo do Estado quanto à possibilidade de transferência de leitos do SUS para instituições maiores.

 

 

Guilherme Baptista - Jornalista

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