18/09/20

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Otoplastia, um procedimento que pode melhorar muito a autoestima do indivíduo

18/09/2013

Dumbo, zoreia, açucareiro, orelhão. Só quem tem orelhas em abano sabe que não é fácil conviver com apelidos como esses. Nos últimos anos, diversas pesquisas têm mostrado que a aparência física está intrinsecamente ligada ao bem-estar psicológico, emocional e social.

 

Para quem sofre com malformações nas orelhas e quer se livrar desse problema, a otoplastia é a cirurgia plástica indicada para a correção deste problema. Também chamada de orelha proeminente, a orelha em abano é uma deformidade ligada a fatores genéticos e características familiares e raciais, que atuam preponderantemente nas alterações de formato. Por essa razão, a otoplastia normalmente é feita para aproximar a orelha da cabeça, corrigir a forma e o desenho da mesma.

 

Em geral, os maiores candidatos a esse tipo de cirurgia são crianças entre seis e dez anos, que se sentem diferentes dos amigos na escola e, por vezes, não suportam as chacotas dos coleguinhas e recorrem à ajuda dos pais. Mas o procedimento também é comum entre adultos. As pessoas procuram a otoplastia para parecerem normais. Há um estereotipo de que gente com orelha em abano é menos inteligente, o que, obviamente, não tem relação alguma.

 

Seja qual for o caso, como em toda cirurgia estética, a autoindicação é indispensável. É preciso que haja uma vontade própria em corrigir as orelhas. A função do cirurgião plástico é confirmar os anseios do paciente e orientá-lo sobre os caminhos a se percorrer para a realização da cirurgia, além dos resultados após a operação. Por isto, quando realizada em crianças, é indispensável ela entender e cooperar com o pós-operatório. Muitas vezes, precisamos conversar bem com os pais, explicando que a criança ainda não está pronta para o procedimento.

 

 

Planejando a cirurgia

 

O candidato à otoplastia deve passar por uma avaliação clínica e laboratorial, para determinar se tem condições de se submeter a um procedimento estético e cirúrgico. No caso de adultos, exames cardiológicos podem ser necessários. Na primeira consulta, o cirurgião avalia o tamanho, a simetria, a consistência e a forma das orelhas. Orienta sobre onde é possível reparar para um adequado resultado final. Antes da cirurgia, tira fotografias, para posterior comparação, e marca com uma caneta cirúrgica onde será a incisão.

 

A anestesia pode ser local ou geral. A escolha do método, sempre em comum acordo com o anestesista, leva em consideração o tamanho da cirurgia, as condições clínicas, psicológicas e a idade do paciente. Em geral, as crianças recebem anestesia geral e os adultos, a local, com ou sem sedação.

 

 

Adeus, orelhas em abano!

 

Além de remover um fragmento de pele atrás das orelhas, no procedimento de otoplastia é necessário, também, moldar as cartilagens com pontos, incisões ou raspagem e, em casos extremos, até mesmo remover seus segmentos, para que alcance uma forma natural. O procedimento cirúrgico é feito através de um corte na pele atrás da orelha. A pele é descolada da cartilagem e fixada na nova posição com pontos internos.

 

A cirurgia das orelhas em abano não requer internação (é realizada em caráter ambulatorial) e o ato cirúrgico dura entre uma e duas horas. E a tão desejada alta hospitalar chega logo: o paciente está liberado algumas horas após a recuperação da anestesia.

 

 

O pós-operatório

 

Quando se fala em qualquer tratamento cirúrgico, a pergunta que não quer calar é: há dor no pós-operatório? Sim, é normal sentir um pouco de incômodo. E, ao contrário de muitas cirurgias plásticas, a dor espontânea (mesmo sem pressionar o local operado) é comum na otoplastia. Mas a boa notícia é que ela pode ser perfeitamente controlada com medicação anti-inflamatória e analgésica. No caso de crianças e pessoas com a cartilagem menos resistente, a dor é ainda menos perceptível.

 

A remoção dos pontos é feita após uma semana. No entanto, após os dois primeiros meses depois da operação, ainda resta um pequeno inchaço, que só desaparece no sexto mês. Sendo assim, para o esperado resultado final (que será definitivo, desde que a cirurgia seja devidamente conduzida), é preciso ter paciência: pelo menos três meses após o tratamento são necessários para observar como as orelhas vão ficar. E não é necessário preocupar-se com cicatrizes: elas ficam ocultas na dobra de pele atrás das orelhas, desde que não tenha uma cicatriz patológica, chamada quelóide, que é bastante incomum em otoplastias.

 

 

Prepare-se!

 

Antes da otoplastia, providencie uma faixa elástica adaptável com velcro (do tipo ballet ou tênis), para ser usada na cabeça, ou uma tiara elástica. Nas primeiras 48 horas, ela protegerá continuamente a região afetada pós-cirurgia - especialmente para dormir. Existem modelos prontos que podem ser adquiridos junto a fornecedores de material médico-hospitalar (solicite informações ao seu cirurgião). Suspenda o uso de quaisquer salicilatos (como AAS, aspirina, Melhoral) por duas semanas antes e duas semanas depois da cirurgia. Se tiver cabelos longos, não se preocupe em cortá-los para a cirurgia, pois poderá fixá-los com facilidade de forma a não entrarem no campo cirúrgico. Mas caso as madeixas tenham comprimento médio, difíceis de controlar, aproveite a véspera da operação para deixá-los mais curtos. Prepare-se para dormir semissentado nos primeiros três dias de pós-operatório. Isto pode ser feito adicionando alguns travesseiros extras ou cobertores enrolados na cabeceira da cama. Depois deste período, evite dormir de lado por duas semanas. Após a alta, não deixe de adquirir a medicação que o médico recomendar - analgésicos, anti-inflamatórios e, eventualmente, antibióticos. Não esqueça de fazer jejum no dia da cirurgia.

 

 

Cuide-se!

 

Após a primeira semana de cirurgia, os médicos sugerem repouso. Para evitar a formação de hematomas, procure não correr, baixar a cabeça, erguer objetos pesados e praticar exercícios físicos (especialmente natação). Durante o primeiro mês, evite muita exposição aos raios solares. Por pelo menos dois meses, experimente dormir um pouco mais em direção aos pés da cama e use travesseiros altos, de forma a apoiar neles somente a parte de sua cabeça logo acima das orelhas - a chamada região parietal.

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