09/07/20

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Professoras realizam intercâmbio na Argentina

Viagem foi a Sunchales, para vivenciar mais a fundo o cooperativismo

08/08/2014
Professoras Luciane, Anelise, Daniela e Isamara se encontraram com o prefeito de Sunchales, Ezequiel Bolatti (Foto: Arquivo Pessoal/Isamara Sauthier)

Professoras Luciane, Anelise, Daniela e Isamara se encontraram com o prefeito de Sunchales, Ezequiel Bolatti (Foto: Arquivo Pessoal/Isamara Sauthier)

Pela quarta vez, educadoras de Alto Feliz compuseram a delegação brasileira que viajou a Sunchales, na Argentina, para vivenciar a experiência de cooperativismo que a cidade oferece. Mais uma vez, o resultado foi a renovação do ânimo para desenvolver mais a cooperação na escola e ideias criativas de como fazer.

 

Daniela Bohn Bender, que auxilia na Secretaria Municipal de Educação, Isamara Sauthier, professora da Educação Inclusiva, Anelise Boenny, educadora do 2º ano, e Luciane Maria Andrioli, do jardim, viajaram 1.400 quilômetros até a cidade argentina, no dia 27 de julho, onde permaneceram até 1º de agosto. Durante essa semana, visitaram cooperativas escolares e também o modelo social e econômico que esse tipo de educação criou no município de cerca de 30 mil habitantes.

 

Confira, abaixo, a entrevista feita com elas por Priscila Tonietto, da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Alto Feliz. E, mais abaixo, fotos da viagem.

 

 

Quais as experiências mais significativas vocês vivenciaram nesses dias de viagem?

 

Daniela: Foram muitas as vivências e experiências, pois Sunchales tem no sangue o cooperativismo, desde a infância. Lá o poder público não subsidia as escolas e os escolares. Portanto, eles têm em suas cooperativas escolares a esperança e o objetivo de qualificar a educação. Os sonhos e os trabalhos são coletivos. O trabalho nas cooperativas escolares também tem um objetivo que será alcançado a longo prazo, onde a criança e o jovem de hoje, poderão ser grandes empreendedores no futuro ou ao menos terão conhecimento sobre isso.

 

Luciane: Gostei muito de conhecer as escolas de ensino médio de Sunchales, pois os alunos saem da escola, sabendo trabalhar em diversas profissões. Conhecer o sistema de trabalho, tanto escolar como as empresas que trabalham de forma cooperativa, foi muito interessante, pois esse sistema beneficia diversas pessoas. Tentar entender o espanhol também foi uma ótima experiência e perceber que consegui entender mais do que esperava.

 

Isamara: Os amigos que fiz durante a viagem, mas principalmente como os alunos argentinos trabalham em equipe para um fim em comum, sem lucro para si, mas para o grupo.

 

 

Daniela, você é a Coordenadora do município do Programa “A União faz a Vida” e acompanha diretamente os trabalhos realizados nas escolas. Essa é a quarta vez que professores altofelizenses viajam à Sunchales. Você acha que a experiência ainda é válida? Por quê?

 

Daniela: Com certeza é muito válida, pois em todas as viagens foram outros professores que tiveram e perceberam as experiências e vivências de lá, trazendo sempre um modelo (exemplo) para a sua cooperativa escolar. Penso que todos os professores deveriam passar por essa experiência para ter uma sensibilização da importância de vivenciar os princípios cooperativos.

 

 

Algumas professoras, colegas de Escola, já haviam viajado para Sunchales. De acordo com o relato delas, a cidade argentina vive o Cooperativismo, não somente nas escolas, mas como modelo econômico e de sociedade. Você concorda? Percebeste algo nesse sentido?

 

Isamara: Sim, pois em todo o município existe cooperativas, como a de dessalinização da água, cooperativa de gás e de laticínios.

 

Luciane: Sim, concordo. Pois as maiores empresas de Sunchales trabalham desta forma. Fomos visitar duas: a Sancor Seguros e Sancor Laticínios.

 

 

Anelise, a Escola Padre João Batista Ruland fundou a Cooperalto no ano passado. Como encorajar a diretoria da Cooperativa à promover ações para o bem comum da comunidade escolar?

 

Anelise: Acredito que apoiando os projetos, dando ideias novas, adquiridas a partir dessa viagem.

 

 

Vocês já trabalham o Cooperativismo em sala de aula. O que mais pode ser feito, a partir das experiências conhecidas em Sunchales?

 

Anelise: Eu trabalho na forma de brincadeiras e atividades. Com a experiência adquirida, acredito que mais alunos poderão contribuir confeccionando materiais para serem vendidos pela nossa cooperativa.

 

Luciane: Achei boa a ideia de confeccionar produtos que possamos vender durante nossos encontros com familiares para podermos juntar dinheiro para adquirir um brinquedo do interessante das crianças.

 

Luciane, você é a professora da Educação Infantil e a Escola Municipal Raio de Luz é pioneira no Cooperativismo no Brasil. Você chegou a ver algum modelo de trabalho semelhante, voltado à Educação Infantil na Argentina?

 

Luciane: Não visitamos escolas de Educação Infantil, mas conhecemos duas escolas de Educação Especial, com alunos de diferentes idades que realizam um trabalho parecido, reutilizando materiais para confeccionar produtos.

 

 

O que o cooperativismo desenvolvido a partir das nossas escolas tem a aprender com as ações das escolas argentinas?

 

Anelise: Que precisamos começar a nos desenvolver e promover projetos que proporcionem o cooperativismo.

 

Daniela: Que o trabalho coletivo traz benefícios ao corpo e a alma e que possamos evoluir como pessoas, ajudando uns aos outros para realizar um sonho em comum. E, tudo o que é realizado em grupo e em cooperação é muito mais valorizado.

 

 

O que muda na sua forma de pensar o cooperativismo após a viagem?

 

Daniela: Nossa, muita coisa... Lá (Sunchales) pudemos vivenciar os princípios do cooperativismo e fomos sensibilizados pelos alunos, professores, diretores das Cooperativas e inclusive pelo poder público municipal, na pessoa do prefeito Ezequiel Bolatti que deixou sua mensagem. Precisamos de pessoas que doem um pouco do seu tempo para auxiliar nas comunidades, igrejas e escolas e percebemos que isso está cada vez mais raro, pois o mundo materialista e competitivo está cada vez mais presente na vida das pessoas. Ainda estamos em tempo de reverter, mas também tenho a consciência de que isso será a passos lentos. O mais importante é que estamos auxiliando as crianças e jovens a ter uma formação global e integral para prosseguir a vida na fase adulta.

 


Informações: Priscila Tonietto/Assessoria de Comunicação (Prefeitura Municipal de Alto Feliz)

Edição: Mery Regina Griebler

Fotos: Divulgação/Arquivo pessoal

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